Google Revela: Centenas de 'Robôs Rastreadores' Secretos Operam nos Bastidores da Busca, Desafiando o Conhecimento de SEOs - SLV Notícias

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Google Revela: Centenas de ‘Robôs Rastreadores’ Secretos Operam nos Bastidores da Busca, Desafiando o Conhecimento de SEOs

Google Revela: Centenas de ‘Robôs Rastreadores’ Secretos Operam nos Bastidores da Busca, Desafiando o Conhecimento de SEOs

O mundo do SEO e do marketing digital foi surpreendido com a revelação de que o Google utiliza centenas de crawlers (robôs rastreadores) não documentados publicamente. Gary Illyes, uma figura proeminente do Google, compartilhou detalhes sobre a complexa arquitetura de rastreamento da empresa em um podcast recente, esclarecendo que o termo “Googlebot” é, na verdade, um nome histórico que não reflete mais a realidade.

A informação, divulgada por Illyes e Martin Splitt, indica que o Google opera uma vasta gama de rastreadores, cada um adaptado a diferentes produtos e serviços internos. A maioria desses crawlers opera sem documentação oficial, o que pode gerar incertezas para profissionais de SEO que buscam entender como o Google indexa e processa informações na web.

Essa descoberta levanta novas questões sobre a transparência e a complexidade dos algoritmos de busca, desafiando a percepção comum de que “Googlebot” se refere a um único sistema. A verdade, conforme revelado, é que existe uma infraestrutura de rastreamento muito maior e mais diversificada em jogo.

O Significado Real por Trás do “Googlebot” Histórico

Gary Illyes explicou que o nome “Googlebot” remonta aos primórdios do Google, quando a empresa possuía apenas um único rastreador. Com o passar do tempo e a expansão para novos produtos, como o AdWords, a necessidade de múltiplos crawlers aumentou. No entanto, o nome “Googlebot” permaneceu, tornando-se um termo genérico para toda a infraestrutura de rastreamento, embora tecnicamente incorreto.

Ele esclareceu que o Googlebot em si não é a infraestrutura de rastreamento, mas sim um cliente que interage com um serviço interno maior. “Googlebot era apenas uma coisa que se comunicava com nossa infraestrutura de rastreamento”, afirmou Illyes, destacando a distinção entre o nome popularizado e a tecnologia subjacente.

A infraestrutura de rastreamento possui um nome interno, que Illyes se recusou a revelar, mas a descreveu como um serviço de software (SaaS). Este serviço possui endpoints de API que permitem a realização de buscas na internet. Os desenvolvedores podem especificar parâmetros como o tempo limite para retorno de dados ou o user agent a ser utilizado, simplificando a interação.

Centenas de Crawlers Ocultos e Suas Implicações para o SEO

A revelação mais impactante é a existência de **centenas de crawlers não documentados**. Illyes mencionou que muitas equipes internas do Google utilizam a infraestrutura de rastreamento para propósitos diversos, resultando em uma grande quantidade de crawlers específicos. A documentação pública se concentra apenas nos crawlers principais e mais significativos.

Crawlers menores ou de baixo volume geralmente não são documentados por questões práticas e de espaço nas páginas de desenvolvedores do Google. No entanto, se um crawler atinge um volume considerável de rastreamento, ele pode ser revisado e documentado. Essa política visa otimizar o espaço em plataformas como `developers.google.com/crawlers`, que é considerado valioso.

A falta de documentação para tantos crawlers pode dificultar a compreensão completa de como o Google processa o conteúdo da web, especialmente para sites que podem ser impactados por rastreamentos específicos e não divulgados. A decisão de documentar um crawler depende de seu volume e impacto, buscando um equilíbrio entre a necessidade de informação e a viabilidade técnica.

Distinção Crucial: Crawlers vs. Fetchers e o Monitoramento Ativo

Illyes também explicou a diferença fundamental entre “crawlers” e “fetchers”. Crawlers operam em lote, processando um fluxo contínuo de URLs, enquanto fetchers trabalham em nível de URL individual, buscando uma única página por vez. A política interna do Google exige que os fetches sejam controlados pelo usuário, com alguém aguardando a resposta, ao contrário dos crawlers, que operam conforme a disponibilidade.

Ambos os tipos de ferramentas, crawlers e fetchers, são utilizados internamente pelo Google de forma extensiva e, em muitos casos, não documentada publicamente. Illyes possui uma ferramenta que alerta quando um crawler ou fetcher ultrapassa um determinado limiar de operações diárias.

Ao ser alertado, ele investiga o propósito e a atividade do crawler ou fetcher em questão, verificando se não há ações acidentais ou indesejadas. Se um crawler se destaca por rastrear um volume notável de URLs, a decisão de documentá-lo para a comunidade de SEO é tomada nesse momento. Essa vigilância garante que as operações de rastreamento estejam alinhadas com as políticas do Google e minimizem impactos negativos no ecossistema da web.

Jefferson Silva

Jefferson Silva