GoodStorage anuncia plano de R$ 1 bilhão para dobrar área locável, transformando galpões urbanos, self storage e flex em peça-chave do e-commerce nas cidades - SLV Notícias

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GoodStorage anuncia plano de R$ 1 bilhão para dobrar área locável, transformando galpões urbanos, self storage e flex em peça-chave do e-commerce nas cidades

GoodStorage anuncia plano de R$ 1 bilhão para dobrar área locável, transformando galpões urbanos, self storage e flex em peça-chave do e-commerce nas cidades

GoodStorage vai investir R$ 1 bilhão para dobrar a área locável, ampliando galpões urbanos, self storage e espaços flex para atender o e-commerce e o adensamento

A GoodStorage lançou um plano de expansão ambicioso, com aporte de R$ 1 bilhão, voltado para ampliar sua presença em galpões urbanos, unidades de self storage e espaços flex para pequenas e médias empresas.

O objetivo é dobrar a área locável da empresa, aproveitando o crescimento do e-commerce e o adensamento das grandes cidades, tendências que elevaram a procura por soluções de armazenagem próximas ao cliente final.

O portfólio atual supera 500 mil metros quadrados de área bruta locável, contempla 72 ativos e emprega 260 pessoas, conforme informação divulgada pelo NeoFeed.

Demanda urbana, last half mile e por que os galpões urbanos crescem

A GoodStorage entrou no segmento de galpões logísticos em 2017 para atender demandas do chamado last half mile, operando preferencialmente num raio de 15 quilômetros da capital paulista. Hoje, a área de galpões conta com nove ativos e sustenta parte significativa do plano de crescimento.

O modelo responde tanto ao aumento das compras online quanto ao encolhimento das moradias lançadas, fatores que reduzem espaço para guardar pertences e elevam a necessidade de armazenagem próxima. Na avaliação da companhia, essa conjugação de fatores fez com que o setor se tornasse muito mais demandado.

Como explica o fundador e CEO, Thiago Cordeiro, “Os lançamentos residenciais estão cada vez mais focados em unidades menores, sem infraestrutura para armazenar. E todos passaram a consumir online na pandemia, hábito que permanece”, conceito que fundamenta a aposta em galpões urbanos e em unidades de self storage espalhadas pela cidade.

Onde e como serão aplicados os R$ 1 bilhão e as frentes de expansão

O investimento será direcionado a três frentes, self storage, galpões logísticos e o produto “flex” para pequenas e médias empresas, além de tecnologia, backoffice e contratação de pessoal. A GoodStorage opera hoje 55 unidades de self storage e planeja avançar pelos bairros de São Paulo.

No segmento logístico, a companhia já soma cerca de 150 mil metros quadrados e tem clientes como Mercado Livre e Shopee. No ano passado, inaugurou a expansão do condomínio logístico na Lapa, que tem aproximadamente 45 mil metros quadrados, e anunciou que pretende desenvolver um “grande projeto” na Zona Sul nos próximos anos.

Sobre a composição entre produtos, Cordeiro ressalta a diferença de retorno entre formatos, afirmando que “O aluguel médio do self storage é três vezes maior que o do galpão. Para equilibrar resultados, os galpões precisam ser três vezes maiores, e ainda não chegamos lá”. Além disso, o produto flex, criado em 2021, oferece espaços de 100 a 500 metros quadrados, contra 1 a 50 metros quadrados dos self storages.

Estratégia financeira, aquisições e visão de longo prazo

A GoodStorage conta com o apoio da gestora Evergreen, sócia desde o início, que aplica recursos do fundo de pensão de funcionários públicos do estado de Washington em ativos imobiliários globais. Essa base de investimento permite à empresa privilegiar um modelo de longo prazo, com foco em geração de yield, em vez de ciclos contínuos de venda de ativos.

Na avaliação do CEO, “É muito mais um negócio de dividendo, de gerar yield, do que desenvolver, operar, estabilizar e vender, fazer um ciclo de venda. Tanto é que nunca vendemos ativo”, o que explica a preferência por crescimento orgânico apesar de aquisições pontuais no passado.

A companhia já fez compras recentes, incluindo a GuardeAqui em 2024, operação que contou com apoio de Sam Zell e Patria Investimentos, e a MetroFit, adquirida em 2019, que tinha participação do Goldman Sachs. A perspectiva financeira acompanha a expansão, com projeção de receita de R$ 350 milhões para 2026, acima dos R$ 300 milhões estimados para 2025.

O plano prevê que, com o portfólio dobrando, a receita e a participação do segmento logístico na geração de caixa tendam a crescer, equilibrando-se com as unidades de self storage, que continuam importantes pelo retorno unitário mais elevado. A empresa diz que, se houver oportunidades estratégicas, compras futuras devem mirar galpões logísticos.

Jefferson Silva

Jefferson Silva