Howard Marks alerta que IA e crédito privado exigem revisão urgente, IA tem 'cheiro' de bolha e o crédito privado entra na hora da verdade, entenda os riscos e números - SLV Notícias

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Howard Marks alerta que IA e crédito privado exigem revisão urgente, IA tem ‘cheiro’ de bolha e o crédito privado entra na hora da verdade, entenda os riscos e números

Howard Marks alerta que IA e crédito privado exigem revisão urgente, IA tem ‘cheiro’ de bolha e o crédito privado entra na hora da verdade, entenda os riscos e números

Howard Marks aponta que a combinação entre a explosão da IA e o crescimento do crédito privado obriga investidores a repensar preços, risco e disciplina de crédito

Howard Marks, gestor da Oaktree Capital, fez alertas claros sobre a IA e o crédito privado em sua palestra na XP Global Conference em Miami.

Ele enfatizou que o cenário mudou e que a maré de juros baixos acabou, exigindo mais atenção ao risco real de perda permanente de capital.

Entre as informações citadas por Marks estão números e frases que ilustram a dimensão do tema, conforme informação divulgada em Miami sobre a apresentação de Howard Marks na XP Global Conference.

Por que, para Marks, a IA tem cheiro de bolha e onde mora o risco

Marks avaliou que a Inteligência Artificial tem um potencial enorme, mas alertou que “o excesso de capital e preços altos sem investigação é o comportamento típico de uma bolha que destrói capital”, traduzindo sua preocupação com avaliações exageradas.

Ele lembrou que tecnologias novas alimentam imaginação ilimitada, e que a IA difere de revoluções anteriores por sua capacidade de autonomia, ao poder “fazer o trabalho pelas pessoas e decidir o que fazer”, com implicações sociais e de mercado que ainda não foram totalmente testadas.

Crédito privado, da ascensão ao teste de resistência, por que é a hora da verdade

O crescimento do setor foi rápido, “de quase nada para US$ 1,5 trilhão em 15 anos”, e Marks advertiu que muitos venderam crédito privado como se fosse seguro porque “não tem volatilidade”, porém esse é um falso conforto.

Como diz Warren Buffett, “é só quando a maré baixa que descobrimos quem estava nadando pelado”, e, na visão de Marks, agora que o cenário econômico ficou mais difícil, “as falhas de quem não foi disciplinado nos documentos e nas taxas começarão a aparecer”.

Disciplina, definição de risco e o fim da esteira rolante de juros baixos

Marks afirmou que o evento financeiro chave das últimas décadas foi o declínio de juros, mencionando que houve um “declínio de 2.000 pontos-base nos juros americanos nos últimos 40 anos” e que, entre 1980 e 2020, “os juros caíram de 22% para 2%”.

Com o fim dessa “esteira rolante” de capital barato, ele reforça que risco não é volatilidade, mas “a possibilidade de perda permanente de dinheiro”, e que o investimento bem-sucedido depende de entender quanto se paga, não apenas do que se compra.

Marks também trouxe sua filosofia de longevidade, citando que sua meta é ser “sempre bom, às vezes ótimo, nunca terrível”, e que evitar grandes desastres permite retornos acumulados extraordinários no longo prazo.

Jefferson Silva

Jefferson Silva