O calendário de política monetária marca uma superquarta decisiva, quando Fed e Banco Central anunciam suas taxas, em um momento de mudança de comando em Washington e incertezas no Brasil.
As expectativas de mercado apontam para cortes graduais, mas o ritmo e o calendário diferem entre as duas economias, alimentando apostas e debates sobre futuro da taxa de juros.
Os dados recentes do PIB e projeções do mercado aumentam a pressão por ajustes, enquanto o governo avalia estímulos fiscais, criando um cenário de maior volatilidade nos preços e nas expectativas.
conforme informação divulgada pelas fontes recebidas
Cenário internacional e apostas sobre o Fed
No exterior, a trajetória da taxa de juros segue leitura de desaceleração, e as plataformas de aposta e ferramentas de mercado refletem alta probabilidade de um novo corte nos EUA em dezembro.
Nada menos que 94% das apostas que envolvem US$ 245 milhões na plataforma Polymarket apontam mais uma redução da taxa, a terceira do ano, nos EUA neste dezembro para o intervalo de 3,50% a 3,75%.
Para ajuste semelhante, a ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 89,2%.
A sucessão no Fed também pesa nas expectativas, porque o banco central troca de presidente em maio de 2026 com o fim do mandato de Jerome Powell, indicado à presidência do conselho da instituição em 2017 por Donald Trump e reconduzido ao cargo por Joe Biden em 2021, e a transição pode alterar o tom da política monetária.
Pressão doméstica, PIB e projeções para a Selic
No Brasil, a trajetória da taxa de juros também tende a ceder, mas depende de fatores locais, entre eles o desempenho da economia e decisões de política fiscal.
Já a Selic poderá declinar a 14,75% em janeiro indica a Focus.
O resultado do PIB do terceiro trimestre avançou 0,1%, ante o período anterior e abaixo do esperado, e a revisão da série histórica pelo IBGE autoriza projeção ligeiramente mais elevada de crescimento para 2025.
Esses sinais reforçam a chance de cortes mais rápidos, mas também abrem espaço para ação fiscal, com medidas como a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e possíveis estímulos adicionais.
Riscos fiscais e implicações para a política monetária
A combinação de desaceleração do segundo semestre e pressões políticas pode levar o governo a ampliar estímulos para melhorar o PIB de 2026, ou forçar o Banco Central a acelerar o ritmo de corte da Selic.
O balanço entre estímulos e ajuste monetário será determinante para a trajetória da inflação e para a credibilidade da autoridade monetária, assim como para a formação das expectativas de mercado.
O que acompanhar até as decisões
Até 10 de dezembro, os investidores vão monitorar indicadores de atividade, decisões de taxa e sinais sobre a sucessão no Fed, que afetarão a dinâmica global de taxa de juros.
No Brasil, o desempenho do PIB, leituras de inflação e decisões fiscais devem balizar a velocidade dos cortes na Selic, enquanto no exterior, as probabilidades embutidas em ferramentas como Polymarket e FedWatch vão sinalizar a direção do banco central americano.
Em resumo, a sucessão no Fed e eventuais trocas no comando do BC brasileiro vão influenciar a narrativa sobre a taxa de juros, e a data de 10 de dezembro aparece como marco para ajustes e revisões de expectativas no mercado.