A farmacêutica brasileira Blanver prepara a internacionalização de sua linha de medicamentos contra o HIV, ampliando a capacidade produtiva com a terceira fábrica, para atender a demanda de mercados externos.
Os acordos já firmados com governos do Chile e do Oriente Médio seguem modelo parecido com licitação no Brasil, e a empresa protocolou registros sanitários para operar fora do País.
O cronograma prevê início das exportações em 2026, com pedidos protocolados em novembro e aprovação esperada em até cinco meses, conforme informação divulgada pelo NeoFeed.
Contratos e registros para exportação
A empresa assinou contratos de fornecimento que passam por processos governamentais, o que abre caminho para a exportação de medicamentos em grande escala, com a Arábia Saudita como porta de entrada no Oriente Médio.
Os pedidos de registros para comercialização nos órgãos sanitários do Chile e da Arábia Saudita foram protocolados em novembro, e a expectativa é de que a aprovação saia em no máximo cinco meses, segundo a informação divulgada.
Metas financeiras e projeções
Com projeções de crescimento, a Blanver prevê faturamento de R$ 800 milhões em 2025, planeja ultrapassar R$ 1 bilhão em 2026, e chegar a R$ 1,6 bilhão até 2030, incluindo ampliação do mercado externo e novos produtos.
Essas metas sustentam a estratégia de acelerar a exportação de medicamentos e reduzir a dependência do mercado interno, ampliando receitas e participação internacional.
Estratégia industrial e internacionalização
A conclusão da terceira fábrica reforça a capacidade produtiva para abastecer farmácias no Brasil e atender contratos externos, ao mesmo tempo em que permite ganho de escala e competitividade nos preços.
Além do Chile e do Oriente Médio, a Blanver já projeta avanços para México e Leste Europeu, ainda sem prazo definido, como parte da agenda de internacionalização.
Visão da liderança e próximos passos
O CEO Sérgio Frangioni resumiu a estratégia com foco no crescimento, afirmando, “Vamos chegar, nos próximos dois anos, a um limite saudável no Brasil, Temos que ir para expansão e avançar no exterior, justamente para ganhar mais mercado”.
No curto prazo, os próximos marcos são a homologação dos registros sanitários e o início das entregas a partir de 2026, com o objetivo de transformar a nova capacidade industrial em presença comercial consolidada no exterior.